A partir de 2026, o CNPJ passa a aceitar letras e números nas 12 primeiras posições, mantendo os dois últimos dígitos como verificadores numéricos. O formato visual continua o mesmo (XX.XXX.XXX/XXXX-XX), e os CNPJs numéricos antigos continuam válidos.
O cálculo continua sendo o módulo 11, mas agora o valor de cada caractere é o seu código ASCII menos 48 — assim os dígitos seguem valendo o próprio número e as letras entram na conta:
valor(c) = ASCII(c) − 48 · '0'→0 … '9'→9, 'A'→17 … 'Z'→42
O exemplo oficial de referência do SERPRO é 12.ABC.345/01DE-35, cujos dígitos verificadores são 3 e 5.
A mudança parece pequena, mas afeta muita coisa em quem trata CNPJ como número. Vale revisar:
- Tipo do campo: guardar o CNPJ como texto, nunca como inteiro — um valor com letras não cabe num campo numérico e perde os zeros à esquerda.
- Máscara e validação de entrada: permitir letras de A a Z (maiúsculas) nas 12 primeiras posições e apenas dígitos nas duas últimas.
- Cálculo do dígito: trocar “valor = dígito” por “valor = ASCII(caractere) − 48”.
- Normalização: converter para maiúsculas e remover a pontuação antes de validar, aceitando tanto o formato antigo quanto o novo.
O CNPJ tem 14 posições. As oito primeiras formam a raiz, que identifica a empresa; as quatro seguintes indicam a ordem do estabelecimento (0001 costuma ser a matriz, e as filiais recebem 0002, 0003 e assim por diante); as duas últimas são os dígitos verificadores. No novo padrão, só as 12 primeiras posições podem conter letras.
Esta ferramenta gera combinações que respeitam o dígito verificador e valida se um número informado tem os dígitos corretos — tudo no seu navegador, sem enviar nada a servidores. Saber se um CNPJ está ativo e a qual empresa pertence é uma consulta cadastral, feita apenas nos canais oficiais da Receita Federal.
O CNPJ alfanumérico já está valendo? ⌄
A Receita Federal definiu o padrão alfanumérico para começar a ser emitido a partir de 2026. Novas inscrições poderão conter letras nas 12 primeiras posições; o dígito verificador continua numérico. Os sistemas devem estar preparados para receber os dois formatos.
Os CNPJs numéricos antigos deixam de valer? ⌄
Não. A mudança é aditiva: todos os CNPJs já emitidos, formados só por números, continuam válidos e não precisam ser trocados. O novo formato apenas amplia o conjunto de caracteres possíveis para as novas inscrições.
Por que os sistemas precisam ser atualizados? ⌄
Muitos cadastros guardam o CNPJ como número inteiro ou validam com uma máscara que só aceita dígitos. Com letras nas 12 primeiras posições, esses campos passam a precisar de texto, e a rotina do dígito verificador precisa calcular o valor de cada caractere (ASCII − 48), e não o dígito em si.
Como o dígito verificador é calculado no novo padrão? ⌄
Segue o módulo 11, igual ao CNPJ numérico, mas o peso multiplica o valor de cada caractere, definido como o código ASCII menos 48. Assim, 0 a 9 continuam valendo 0 a 9, e A a Z valem de 17 a 42. Os dois dígitos finais permanecem sempre numéricos.
Validar aqui confirma que a empresa existe? ⌄
Não. A validação apenas confere se os dois dígitos verificadores conferem com as 12 primeiras posições. Para saber se um CNPJ está ativo e a que empresa pertence, é preciso consultar o cadastro oficial da Receita Federal.
Posso usar os CNPJs gerados em documentos reais? ⌄
Não. Os números são aleatórios e servem apenas para testar sistemas, formulários e integrações. Usar um CNPJ gerado para simular uma empresa em documentos oficiais ou fraudes é ilegal.