O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é o número que identifica cada contribuinte perante a Receita Federal. Ele tem 11 dígitos, sendo os dois últimos os dígitos verificadores, calculados a partir dos nove primeiros.
Cada dígito verificador usa o módulo 11. Multiplica-se cada dígito por um peso decrescente, soma-se tudo e calcula-se o resto da divisão por 11:
resto = (Σ dígito × peso) mod 11 · DV = resto < 2 ? 0 : 11 − resto
O primeiro DV usa pesos de 10 a 2 sobre os nove primeiros dígitos; o segundo usa pesos de 11 a 2 sobre os dez primeiros (já incluindo o primeiro DV). O nono dígito também indica a região fiscal de emissão.
O nono dígito do CPF identifica em qual região fiscal a inscrição foi feita. Cada número de 0 a 9 corresponde a um conjunto de estados. Ele é apenas uma referência geográfica — não interfere na validade do documento:
- 0 — RS
- 1 — DF, GO, MS, MT, TO
- 2 — AC, AM, AP, PA, RO, RR
- 3 — CE, MA, PI
- 4 — AL, PB, PE, RN
- 5 — BA, SE
- 6 — MG
- 7 — ES, RJ
- 8 — SP
- 9 — PR, SC
No gerador acima você pode fixar a região fiscal para simular um CPF “de” determinado estado — útil para testar telas que exibem ou filtram essa informação.
Quem desenvolve ou testa sistemas precisa, o tempo todo, de dados que “passem” nas validações sem usar documentos de pessoas reais. Um CPF de teste é útil para:
- preencher formulários de cadastro em homologação;
- criar massa de dados para bancos de teste e demonstrações;
- verificar se a máscara de entrada e a validação de dígito funcionam;
- reproduzir bugs sem expor o CPF de um cliente real.
É importante separar três coisas. Gerar cria um número que respeita o cálculo do dígito verificador. Validar confere se esse cálculo está correto. Consultar a situação cadastral — se o CPF existe e está regular — só a Receita Federal faz, no portal oficial. Esta ferramenta cobre apenas as duas primeiras: ela nunca acessa dados de contribuintes.
É legal gerar um CPF? ⌄
Sim. Gerar um número que respeita o cálculo do dígito verificador é apenas matemática — como preencher um formulário de teste. O que é crime é usar CPF (gerado ou de terceiros) para se passar por outra pessoa, fraudar cadastros ou aplicar golpes. Use os números apenas para testar sistemas e formulários.
Os CPFs gerados pertencem a alguém? ⌄
Não intencionalmente. O gerador cria uma combinação aleatória que satisfaz o dígito verificador, sem consultar nenhuma base da Receita Federal. Como existem bilhões de combinações válidas, é possível que um número gerado por acaso coincida com um CPF real — por isso ele serve só para testes, nunca para uso em nome de uma pessoa.
Validar aqui confirma que o CPF está regular na Receita? ⌄
Não. A validação confere somente se os dois dígitos verificadores batem com os nove primeiros dígitos (o cálculo do módulo 11). Ela não diz se o CPF existe, está ativo, suspenso ou cancelado — essa consulta só a Receita Federal faz.
Por que um CPF com todos os dígitos iguais é recusado? ⌄
Sequências como 111.111.111-11 ou 000.000.000-00 passam no cálculo do dígito verificador por coincidência, mas nunca foram emitidas. Por isso a validação as rejeita, seguindo o mesmo critério usado pela Receita Federal e pelos sistemas em geral.
O que significa o nono dígito do CPF? ⌄
O nono dígito indica a região fiscal onde o CPF foi emitido — de 0 a 9, cada valor corresponde a um grupo de estados. Ele não muda a validade do número; serve apenas como referência geográfica da inscrição.
Preciso de internet para o gerador funcionar? ⌄
O cálculo roda inteiramente no seu navegador, no seu aparelho. Nenhum CPF gerado ou digitado para validação é enviado a servidores — depois de a página carregar, tudo acontece localmente.