Boletim Focus: Expectativas de Selic, IPCA, PIB e Dólar
O que o mercado espera para juros, inflação, PIB e dólar, com a variação contra a semana anterior e o histórico das expectativas.
Atualizado em 16 de outubro de 2026
Boletim com data-base de 16 de outubro de 2026, comparado ao de 9 de outubro de 2026. Medianas das projeções do mercado.
Selic (fim do ano)
2026
13,25%
estável na semana
2027
12,00%
estável na semana
IPCA (inflação)
2026
5,22%
▼ −0,01 p.p. na semana
2027
4,32%
▲ +0,02 p.p. na semana
PIB (crescimento)
2026
1,83%
▼ −0,02 p.p. na semana
2027
1,32%
▼ −0,08 p.p. na semana
Dólar (fim do ano)
2026
R$ 5,13
▼ −R$ 0,02 na semana
2027
R$ 5,22
▼ −R$ 0,04 na semana
Variação em pontos percentuais (p.p.) para Selic, IPCA e PIB, e em reais para o dólar. Para a inflação, seta para cima é pior; a cor é só um indicador de direção.
O Boletim Focus é o relatório semanal em que o Banco Central resume o que o mercado financeiro espera para a economia brasileira. Todos os dias úteis, cerca de 150 instituições (bancos, corretoras, gestoras de recursos, consultorias e empresas) informam ao BC suas projeções para inflação, taxa de juros, crescimento do PIB, câmbio e dezenas de outros indicadores. Toda segunda-feira o BC divulga a mediana dessas respostas. Não é uma previsão do governo nem do Banco Central: é o consenso do mercado, e por isso mesmo vale acompanhar.
Como ler os números desta página
Cada cartão mostra a mediana para o ano corrente e para o seguinte, e quanto ela mudou desde o boletim anterior. A Selic é a projeção para a taxa básica no fim do ano; o IPCA é a inflação acumulada no ano calendário; o PIB é o crescimento da economia no ano; e o dólar é a cotação esperada para o fim do ano, em reais. A variação semanal é pequena na maior parte das semanas, e é justamente isso que torna os movimentos maiores informativos: quando a mediana da inflação sobe vários décimos de uma vez, algo mudou no cenário, como um choque de preços de alimentos ou de combustíveis.
Olhe também a tendência, não só o último número. Os gráficos acima mostram a mediana para o ano corrente em cada boletim da série. Uma Selic projetada que cai semana após semana sinaliza que o mercado aposta em cortes; uma inflação projetada que sobe seguidamente costuma antecipar juros mais altos por mais tempo, porque o Copom reage à inflação esperada.
Selic, IPCA e as suas decisões
A Selic e o IPCA conversam entre si: o Copom sobe os juros para esfriar a economia quando a inflação esperada foge da meta e os reduz quando ela converge. Para o seu bolso, isso aparece em três lugares. No investimento, a Selic projetada orienta a escolha entre pós-fixados (que acompanham o CDI, hoje muito próximo da Selic) e prefixados (que travam uma taxa): se o mercado espera queda de juros, travar uma taxa alta por mais tempo pode compensar; se espera alta, o pós-fixado protege. Você pode testar as duas hipóteses no simulador de renda fixa, e ver as taxas vigentes em Índices Hoje.
No crédito, juros altos encarecem o financiamento imobiliário, o financiamento de veículo e o consignado; se a projeção da Selic para o ano seguinte é bem menor que a atual, pode valer esperar, ou então contratar já e planejar a amortização depois. No poder de compra, o IPCA esperado é a régua para saber se o seu dinheiro está rendendo de verdade: um investimento que paga menos que a inflação projetada perde valor. Os mesmos números ajudam a antecipar reajustes de aluguel e contratos, que podem ser simulados na calculadora de reajuste de aluguel.
O PIB e o dólar completam o cenário. Um PIB projetado mais forte tende a sustentar emprego e renda, mas também pode pressionar a inflação e os juros. O dólar esperado importa para quem tem compras ou viagens no exterior e para quem investe em ativos dolarizados, além de influenciar o preço de combustíveis e alimentos, e portanto o IPCA.
Metodologia e fonte
Os números vêm da API pública de Expectativas de Mercado do Banco Central (serviço Olinda, tabela de expectativas anuais), usando a mediana das respostas, com a base de cálculo padrão do BC (todas as respostas dos últimos 30 dias), para o ano corrente e o seguinte. Toda segunda-feira, um processo automático busca a data-base mais recente e grava um registro; se o mesmo boletim for consultado de novo, o registro é apenas atualizado, nunca duplicado. A data de atualização no topo da página é a data-base do último boletim gravado, não a data da visita. Nenhum valor é digitado à mão ou ajustado por nós.
Esta página substitui a série de posts semanais "Focus da semana" que publicávamos antes: em vez de uma matéria por semana repetindo o mesmo formato, mantemos um único painel atualizado, com o histórico à vista. O conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Projeções de mercado erram, e por isso são revistas todas as semanas.
Expectativas de mercado são projeções, não garantias; os valores são revistos toda semana.
Perguntas frequentes
O que é o Boletim Focus? ⌄
É o relatório do Banco Central que reúne as projeções de cerca de 150 instituições (bancos, gestoras, consultorias) para inflação, juros, PIB e câmbio. A pesquisa é diária e o boletim sai toda segunda-feira, com a mediana das respostas.
O Focus é uma previsão oficial do Banco Central? ⌄
Não. O BC apenas coleta e divulga as expectativas do mercado. A previsão do próprio BC está no Relatório de Política Monetária. O Focus mostra o que o mercado espera, e o Copom o acompanha como um dos insumos da decisão sobre a Selic.
Por que usar a mediana e não a média? ⌄
A mediana é menos sensível a respostas extremas: uma instituição que projeta um número muito fora da curva puxa a média, mas não a mediana. Por isso ela é o número de manchete do boletim.
Com que frequência esta página é atualizada? ⌄
Toda segunda-feira, depois da divulgação do boletim. Cada atualização grava um registro com a data-base do relatório, e o histórico abaixo mostra as semanas anteriores.
O Focus acerta? ⌄
A direção costuma estar certa, o valor exato raramente. Choques de câmbio, mudanças de política e surpresas de inflação fazem as projeções serem revistas toda semana. Use o Focus como cenário, não como promessa.